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sábado, 28 de junho de 2025


 "A palavra pecado vem de pecus, que significa pé defeituoso, pé incapaz de percorrer um caminho. A maneira de se corrigir o pecado é andar sempre em frente, adaptando-se às situações novas e recebendo em troca todos os milhares de bênçãos que a vida dá com generosidade aos que lhas pedem"

in O Diário de Um Mago de Paulo Coelho






sábado, 15 de outubro de 2022



 



"Ora, é dos livros, mas muito mais da experiência vivida, que quem madruga por gosto ou quem por necessidade teve de madrugar, tolera mal que outros, na sua presença, continuem a dormir à perna solta, e com dobrada razão no caso em que estamos a falando, porque há uma grande diferença entre um cego que esteja a dormir e um cego a quem não serviu de nada ter aberto os olhos"



domingo, 21 de novembro de 2021


"As grandes caminhadas começam todas com um primeiro passo. 
Quando sentimos a necessidade de nos encontrarmos a sós connosco próprios, de viajar dentro de nós, para melhor nos conhecermos, poderemos fazê-lo em qualquer momento e local, em silêncio e paz de espírito, mas o palco perfeito será caminhado pela natureza."


Turismo


 

sábado, 30 de outubro de 2021

11 setembro

 E quem disse que o 11 de setembro não pode ser uma data feliz?!







Feira do Livro com melhor amiga, depois de Fidelidade On Fire!




domingo, 12 de setembro de 2021


 "Quem decida acompanhar sempre as mesmas noticias e as mesmas figuras públicas acaba por fazê-lo em detrimento da possibilidade de ter uma visão mais abrangente da realidade."

in As Novas Rotas da Seda de Peter Frankopan



terça-feira, 31 de março de 2020






Olhamo-nos nos olhos pela internet.
Eu transmito-te este domingo à tarde,
a voz do vizinho através da parede.
Tu transmites-me a distância que existe
depois do que consigo ver pela janela.
Durante a noite mudou a hora e, no entanto,
continuamos no tempo de ontem.
Como é raro este domingo, não podemos garantir que amanhã seja segunda-feira.
O futuro perdeu-se no calendário, existe
depois do que conseguimos ver pela janela.
O futuro diz alguma coisa através da parede,
mas não entendemos as palavras.
Lavamos as mãos para evitar certas palavras.
E, mesmo assim, neste tempo raro, repara:
tu e eu estamos juntos neste verso.
O poema é como uma casa, tem paredes e janelas, é habitado pelo presente.
Olhamo-nos nos olhos pela internet,
estamos verdadeiramente aqui.
O poema é como uma casa,
e a casa protege-nos.


José Luís Peixoto, 29 março de 2020

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

"O Dia da Tempestade"

"Just in time" 

No momento certo fui à prateleira repescar "A Revolta dos Deuses".

Sem se saber muito bem o destino da Terra Alta, após uma crise de sucessão do reino, e à medida que vamos conhecendo cada protagonista do livro do jovem autor Afonso Azevedo, cresce a curiosidade em saber como toda esta história se vai desenrolar!

Sem conseguir pregar olho até chegar à última página do livro, era mesmo este o destino de Thoren Dynoris?! Bem só posso voltar a afirmar que li o primeiro volume mesmo no momento certo, porque o mistério ficou no ar e a curiosidade aguçada quando li agora a contracapa de "A Vingança dos Herdeiros"...

in Afono Azevedo - O Dia da Tempestade

Sr. Vítor Azevedo é favor não incomodar na  hora de almoço com qualquer assunto relacionado com apólices, produção, blá blá, porque valores mais altos se erguem até que o relógio chame ao posto. Se não estiver presente à hora certa é porque fui a procurar a Seraena ;) 






sábado, 28 de setembro de 2019

"Exemplos de sabedoria"


Dizem que quando fazemos o que gostamos, não temos de trabalhar nem um dia! 
Fazer atendimento ao público foi umas das experiências mais gratificantes que tive até hoje. 
Escutar é um dever nesta profissão!
 Ontem ouvi algumas histórias de vida do Sr. José Gruinho, espero um dia poder ler as páginas de um livro deste fantástico ser humano, por agora fico-me com estes "Exemplos de Sabedoria" que vai escrevendo em rascunhos!


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Sistine Chapel

Quando lemos um livro nunca estamos sozinhos, e enquanto falta aquele danoninho para ir por caminhos desconhecidos eis que me perco na magia de um livro que desvenda mensagens que estiveram escondidas durante séculos.

Pelo olhar dos especialistas em judaísmo Roy Doliner e Benjamin Blech, encontramos ao longo deste livro diversas mensagens de Miguel Ângelo que revelam a sua admiração pelo povo judeu. 


Por enquanto apenas contemplo o Fresco do Tecto da Capela Sistina numa viagem virtual feita por aqui, quem sabe um dia terei a oportunidade de ir até lá numa grande aventura de Caminhos com Vida.

Fica também aqui o link do Discurso do Papa João Paulo II num encontro organizado pela Fundação Pave The Way que serviu para reforçar as pontes entre o mundo judaico e o mundo cristão.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

" ... Passamos a vida a tentar alcançar alguma coisa, perseguindo sonhos, acreditando que quando tivermos isso, teremos a felicidade. Mas não é assim. A existência está no caminho, não no final. Não importa quão belo, importante ou espiritual seja o que pretendemos. A última paragem é sempre a morte. Se não soubermos ser felizes, ser melhores, ser quem queremos ser no trajecto, também não é no final que encontraremos isso. Essa é a razão pela qual devemos desfrutar do momento. A vida está cheia de tesouros que as personagens perseguem, são coisas que elas acreditam que essa mesma vida lhes proporciona, mas costumam ser miragens e, por vezes, alcançado o seu ansiado desejo, uma pessoa só encontra o vazio entre as mãos...."


 in O ANEL, A Herança do Último Templário de Molist, Jorge


sábado, 25 de março de 2017

"Inimigos uma história de amor"

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Pelo relato de Isaac Bashevis Singer, conhecemos a aventura de Herman Broder, cuja família desapareceu no holocausto nazi na Polónia e que escapou à morte escondido num celeiro durante dois anos. Broder vive agora em Nova York com a sua segunda mulher, Yadwiga, a camponesa polaca que fora sua criada e o ajudou a fugir. Aqui tem um caso com Masha, outra sobrevivente do Holocausto. Subitamente descobre que a sua primeira mulher sobreviveu e se encontra também na América.

"Herman não retorquiu logo. «Todos os que passaram por tudo o que eu passei, já não fazem parte deste mundo» disse finalmente.
«Clichés, palavras vazias. Você faz tanto parte deste mundo como todos nós. Pode ter estado a um passo da morte milhares de vezes, mas desde que esteja vivo, come, ande e, desculpe vá à casa de banho, então você é carne e sangue como toda a gente. Conheço centenas de sobreviventes de campos de concentração, alguns deles estiveram perto dos fogos crematórios - e estão aqui, na América, conduzem carros, fazem negócios. Ou se está noutro mundo ou se está neste. Não se pode estar com um pé assente na terra e outro no céu. ..."

segunda-feira, 20 de março de 2017

"O Pianista"


Num mundo em constante mudança, é preciso relembrarmos a história, para compreendermos o presente e lutarmos pelo futuro que desejamos.

Numa das mais recentes visitas à BMT, trouxe da prateleira "O Pianista", um livro que relata, de uma forma serena, a história do inicio da Segunda Guerra Mundial a e Invasão da Polónia a 1 de Setembro de 1939, ainda no calor do momento. 

Władysław Szpilman, um famoso pianista judeu-polaco que trabalha na rádio de Varsóvia, faz um relato emotivo de um dos momentos mais negros da história sem que nele encontremos nenhum desejo de vingança e é com esta pequena citação que Vos deixo, na esperança de um mundo melhor!

"Aquele que contava as nossas horas
continua a contar.
O que conta ele, dizei-me?
Conta, conta ...!"
            (Paulo Celan)
                

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Resultado de imagem para momentos de fraqueza

"Todos temos momentos de fraqueza, é preciso é que eles não deixem marcas. 
Sobretudo, que não deixem testemunhas."

in "não te deixarei morrer, David Crockett" de Miguel Sousa Tavares



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

"Do lado do silêncio"

  "Porque há sempre uma porta que se fecha e nos separa, ao contrário da casa, onde a porta do teu quarto e a do meu estão sempre abertas. Há sempre esta porta que se fecha sobre ti, outros que falam e te escutam, enquanto eu caminho na tua ausência e na lembrança da tua voz, outros que sabem de ti o que ignoro, outros que por vezes se cansam de ti enquanto eu só te espero, outros que te vêem e te tocam enquanto eu olho as tuas fotografias espalhadas pela minha vida. Tão perto e tão longe de ti. Tão fundo e tão ausente. Tantas esperanças, tantos projectos, tantos planos. Tantos enganos. Tantos anos, tantos danos.
 Fecho os olhos e sonho. Tu caminhas comigo, de mão dada, num campo onde não há mais ninguém, e procuramos musgo e pinhas. Há uma gruta num pequeno bosque de que eu finjo não conseguir encontrar a entrada sem ti. É o nosso segredo e lá estamos protegidos do mundo e dos seus males e perigos. Entro por aí contigo. Adormeço e para sempre viverei contigo nesta gruta. E és tu então que me proteges.

(A todos os pais que não se demitiram de o ser e que gostariam de acordar todas as manhãs com os seus filhos e vê-los adormecer todas as noites e não podem. A todos os macho-homem, vagueando por casas vazias sem ninguém a quem guardar, sem ninguém a quem proteger, sem função útil, nestes tempos em que não há tempo a perder.  E escrito em mais um Dia Internacional da Mulher, com o seu coro de lamentações e homenagens à mulher e «à sua tripla função de mãe-trabalhadora-dona-de-casa» face à cada vez mais evidente inutilidade social dos homens).

in "não te deixarei morrer, David Crockett" de Miguel Sousa Tavares

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Estar errado é mentir sem saber."





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Leituras simples para a hora de almoço, porque hoje está um dia chato para esta coisa de ir por aí apanhar vitamina D para ser feliz e não ficar uma velhota chata ;) 

sábado, 10 de setembro de 2016

Resultado de imagem para ESCOLHER A ESTRADA

" E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar"

Susanna Tamaro in Vai Aonde Te Leva o Coração

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

"Vai Aonde Te Leva o Coração", agora o livro ;)






"As lágrimas que não saem depositam-se no coração, com o passar do tempo vão formando uma crosta e paralisam-no..."












" A ideia do destino é algo que surge com a idade. Quando se tem os anos que tu tens, geralmente não se pensa nisso, tudo o que acontece é como se fosse fruto da nossa vontade. Sentimo-nos como um operário, que pedra sobre pedra, vai construindo à sua frente o caminho que deverá percorrer. Só muito depois é que se repara que o caminho já está construído, que alguém o traçou por nós, e que só nos resta seguir em frente. É uma descoberta que costuma fazer-se por volta dos quarenta anos, então começa-se a perceber que as coisas não dependem só de nós. É um momento perigoso, durante o qual não é raro escorregar-se para um fatalismo claustrofóbico. Para veres o destino em toda a sua realidade, tens de deixar passar mais alguns anos. Por volta dos sessenta anos, quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não a fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. O jogo da glória, lembras-te? A vida vai avançando mais ou menos da mesma forma.
 Ao longo das encruzilhadas do teu caminho encontras as outras vidas, conhecê-las ou não, vivê-las a fundo ou desperdiçá-las depende da escolha que fazes num segundo; embora não o saibas, entre seguir a direito ou fazer um desvio joga-se muitas vezes a tua existência, a existência de quem está perto de ti."

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"Vai aonde te leva o coração"

Seria aqui por perto que iniciaria as páginas deste romance  de Susanna Tamaro, não fosse a vontade de ir beber um café com a minha melhor amiga um pouco mais além ...



... depois de uma pequena paragem em Caldas da Rainha, foi aqui neste extenso paraíso com que a natureza nos brindou que fiquei por uns instantes ...


























Foz do Arelho
ou
Primeiro Poema do Pescador


Este é apenas um pequeno lugar do mundo
um pequeno lugar onde à noite cintilam luzes
são os barcos que deitam as redes junto à costa
ou talvez os pescadores de robalos com suas lanternas
suas pontas de cigarro e suas amostras fluorescentes
talvez o Farol de Peniche com seu código de sinais
ou a estrela cadente que deixa um rastro
e na mais.

Um pequeno lugar onde Camilo Pessanha voltava sempre
talvez pelo sol e as espadas frias
talvez pela orquestra e os vendavais
ou apenas os restos sobre a praia
«pedrinhas conchas pedacinhos d’osso»
e nada mais.

Um pequeno lugar onde se pode ouvir a música
o vento o mar as conjugações astrais
um pequeno lugar do mundo onde à noite se sabe
que tudo é como as luzes que cintilam
um breve instante
e nada mais.

Manuel Alegre in «Senhora das Tempestades»


Fátima, esse lugar inspirador onde vamos buscar força, local de fé e gratidão,
 hoje foi a última paragem antes do regresso a casa!








quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Náufragos





" Podiam chover bombas lá fora. O céu podia mudar de cor, cair de repente. O mar tornar-se venenoso. O que eles queriam era as palavras um do outro. As palavras e os suspiros e os ruídos e tudo mais que um corpo amado produz sobre esta terra, debaixo deste céu. Ficavam horas agarrados ao telefone como náufragos. Diziam frases incompletas que só eles entendiam e adivinhavam. Por vezes deixavam-se ficar em silêncio, porque no silêncio pareciam encontrar-se mais de perto. "
 Pedro Paixão, in Quase gosto da vida que tenho