E se tudo fosse assim tão simples…
Entre a azáfama do
trabalho do dia-a-dia, o cansaço da rotina da TV, há sempre um amigo que nos
faz meditar. Encontrei nas páginas de “Histórias para Contar Consigo” de
Margarida Fonseca Santos e Rita Vilela um livro que não é apenas um livro – é
também um jogo que começa com uma história e no fim dessa história somos
confrontados com uma pergunta e várias possibilidades de resposta, a partir
daqui cada qual escolhe a sua história! Bem é mesmo caso para exclamar “e se
tudo na vida fosse assim tão simples?!”.
Reportando toda esta facilidade para o plano politico, seria tão simples para
uns e para outros avaliar a necessidade das próximas eleições, parece-me que
apenas com seriedade, diálogo e estabilidade politica o País poderá seguir em
frente e ultrapassar o momento triste para quem cá vive, diria vergonhoso para
quem o vê de fora (peço desculpa aos leitores pelo termo utilizado, mas foi o
termo empregue de quem procura melhor vida fora do pequeno rectângulo e no
momento actual nem o dicionário automático me ajuda). Tenho a convicção de que
solidariedade, responsabilidade e diálogo são ingredientes para dar a voltar
por cima, demorará o seu tempo, mas será possível “desistir não é o lema” e
como diz uma grande amiga “Sílvia todos temos opiniões divergentes ou não, mas
o essencial é apresentar soluções”! E se a Margarida e a Rita tivessem em cada
história, tantas outras que nos que levassem a uma solução harmoniosa? Tantas
perguntas haveria por fazer:
Quando uma organização/País devem mudar de liderança? Decidem-se projectos para
pouco tempo depois se “abortarem”? Fazem-se obras para pouco tempo depois se
rectificarem ou simplesmente deixarem de existir? E os recursos feitos até?
Serão desperdiçados? Deveríamos ser mais humildes na idealização de grandes projectos?
E se não fizermos esses projectos, ficamos para trás e tornar-nos-emos um país
muito menos desenvolvido?
A União Europeia é mesmo uma união??? Será que é um projecto falhado? E a
responsabilidade de todos aqueles que não souberam aproveitar as grandes
oportunidades que ela nos deu? Deverão ser esquecidas? Será que falta visão a
longo prazo? Será que os economistas apenas são bons em tempos de abundância? O
Capitalismo será inimigo do Estado Social?
Com a modernização administrativa, não estaríamos perto de dar um grande passo
para a revolução fiscal? Debater baixar o custo da produção vs aumentar
impostos sobre o consumo não é ridículo? Será que os políticos têm a noção do
trabalho administrativo acumulado que daí advém e da saturação e instabilidade
que tantas alterações provocam? Não precisamos mais de debater as estratégias
para o desenvolvimento? Não seria mais conveniente estimular a criação do
próprio emprego? Facilitar a quem menos tem, a possibilidade de construir
também os seus sonhos? Será que alguém duvida que é através de formação que se
poderá alcançar esses objectivos? Não deveria haver uma integração no mercado
de trabalho desde o início de um curso até à sua saída? Não seria isto um
estímulo?
A cada um fica a escolha da sua história!
Bem haja!

*** texto que escrevi a 25 de Maio de 2011 no blog mencionado no título